O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (11) que as forças americanas destruíram 28 navios iranianos lançadores de minas. Ele declarou: “Começaram a falar sobre minas, então atingimos 28 navios lançadores de minas neste momento, 28, usando a mesma arma, exatamente a mesma arma que usamos contra os traficantes de drogas na água”.
Mais cedo, Trump expressou ceticismo sobre a capacidade do Irã de instalar minas navais no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo. O conflito entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades de alto escalão do regime iraniano também foram mortas durante os ataques. Os Estados Unidos alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em resposta, o regime iraniano lançou ataques contra vários países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel.
Desde o início do conflito, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.
O conflito também se estendeu ao Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte de sua liderança, o Irã elegeu um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas indicam que ele não deve promover mudanças significativas e representa a continuidade da repressão. Trump expressou descontentamento com essa escolha, considerando-a um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

