O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, definiu o voto pelo correio como uma ‘fraude’ durante um evento em Memphis, no Tennessee, na segunda-feira, 23 de março de 2026.
No entanto, registros eleitorais mostram que Trump utilizou o recurso em uma eleição suplementar no condado de Palm Beach, na Flórida, onde fica seu resort Mar-a-Lago. Ele declarou sua preferência ao candidato republicano Jon Maples por meio do voto pelo correio.
“Votar pelo correio significa fraudar pelo correio. Eu chamo isso de fraude por correio, e precisamos fazer algo a respeito”, afirmou Trump durante uma mesa-redonda sobre segurança pública.
Embora tenha criticado a modalidade, Trump não hesitou em utilizá-la nas eleições para o distrito 87 da legislatura estadual da Flórida. A votação antecipada, com possibilidade de ida presencial, estava disponível até o último domingo, 24 de março.
Essa não é a primeira contradição do republicano sobre o tema. Nas eleições primárias para a presidência em 2020, Trump enviou seu voto pelo correio, enquanto alegava que os democratas estavam tentando fraudar o processo eleitoral.
As declarações do presidente contra os votos pelo correio fazem parte de um movimento mais amplo promovido pela Casa Branca, que visa endurecer as regras de identificação de eleitores. Denominada “Save America Act” (Lei Salve a América), a medida prevê ações para restringir o acesso ao voto pelo correio.
““Identificação do eleitor, comprovante de cidadania, fim da votação fraudulenta pelo correio (somos o único país do mundo que permite isso)”, disse Trump em uma publicação na rede social Truth Social.”

