Donald Trump não apresenta sinais claros sobre como pretende encerrar a guerra no Irã, nem sobre como continuará suas ações. Recentemente, ele recuou da ameaça de destruir a infraestrutura de energia do Irã, incluindo usinas que fornecem eletricidade para Teerã.
Esse ataque seria direcionado à população civil, o que levou o Irã a ameaçar retaliar destruindo a infraestrutura de energia dos países árabes ao redor do Golfo Pérsico, onde mantém domínio sobre o Estreito de Ormuz. Trump teria sido dissuadido de cumprir o ultimato, que terminaria em 24 de março, devido à pressão dos aliados do Golfo e à reação negativa dos mercados globais.
Com isso, ele começou a mencionar a possibilidade de negociações. Enquanto isso, está sendo confirmado o deslocamento de uma brigada de marines para a região, uma força expedicionária capaz de atuar na costa iraniana. Além disso, há rumores sobre planos para empregar a 82ª Divisão Aerotransportada, uma tropa especial utilizada em situações críticas.
A dúvida persiste: Trump deseja encerrar ou escalar a guerra? O Pentágono solicitou ao Congresso americano US$ 200 bilhões em suplementação, valor superior ao que foi pedido para a guerra da Ucrânia, que já dura quatro anos, enquanto a situação no Irã se arrasta por apenas quatro semanas.
Os assessores de Trump, incluindo Marco Rubio, secretário de Estado, e Pete Hegseth, secretário de Defesa, afirmam que Trump toma todas as decisões e eles apenas executam. A situação revela que Trump está improvisando em sua abordagem.

