O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, sobre o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio de petróleo. Ele criticou aliados que se recusaram a apoiar as forças americanas na região.
Trump questionou o que ocorreria se os EUA ‘acabassem’ com o que restou do regime iraniano e deixassem que os países que dependem do estreito assumissem a responsabilidade. Ele escreveu na Truth Social: ‘Isso faria com que alguns de nossos ‘aliados’ indiferentes se mexessem, e rápido!!!’
O presidente tem criticado nações europeias após a rejeição de suas solicitações para enviar navios de guerra para escoltar petroleiros no estreito. Muitos líderes europeus afirmaram que poderiam se unir a uma coalizão para patrulhar a via navegável assim que as hostilidades cessassem.
O conflito entre os Estados Unidos e Irã se intensificou desde 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Autoridades de alto escalão do regime também foram mortas, e os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea e outros alvos militares.
Em resposta, o regime iraniano lançou ataques contra diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, alegando que os alvos eram interesses dos EUA e de Israel.
Desde o início do conflito, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou Israel em retaliação à morte de Khamenei. Israel, por sua vez, tem realizado ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas afirmam que ele representa continuidade da repressão, e Trump classificou sua escolha como um ‘grande erro’, afirmando que Mojtaba seria ‘inaceitável’ para a liderança do Irã.

