O presidente dos EUA, Donald Trump, aconselhou empresas de transporte naval de petróleo a continuarem navegando pelo Estreito de Ormuz, mesmo após ataques a pelo menos três navios nesta manhã. Questionado por repórteres, Trump afirmou: ‘Deveriam’.
O Irã bloqueou a passagem pelo estreito e ameaçou atacar quem desobedecesse a ordem. Nesta terça-feira, três navios foram alvejados na região. A Guarda Revolucionária Iraniana afirmou ter lançado projéteis contra dois deles, resultando em um incêndio em uma embarcação da Tailândia, com três tripulantes desaparecidos.
A área do Estreito de Ormuz se tornou um ponto de tensão no Oriente Médio, com o Irã reivindicando a responsabilidade por ataques a embarcações. A agência de notícias AFP relatou que uma quarta embarcação também foi atingida, mas sem detalhes sobre o navio até o momento.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo, com 20% do petróleo e gás natural liquefeito consumidos globalmente passando por ali. A crise atual elevou os preços da commodity e gerou preocupações sobre a escassez de combustíveis.
Segundo a agência marítima britânica UKMTO, foram registrados 14 incidentes contra navios desde o início do conflito em 28 de fevereiro. Um graneleiro da Tailândia foi atacado, resultando em fumaça negra e a necessidade de resgatar 20 tripulantes, com três ainda desaparecidos.
O navio porta-contêineres One Majesty, de bandeira japonesa, sofreu danos leves a 46 km a noroeste de Ras Al Khaimah, enquanto um graneleiro das Ilhas Marshall foi atingido a aproximadamente 80 quilômetros de Dubai. A Guarda Revolucionária do Irã também disparou contra o navio Express Rome, de bandeira da Libéria.
As Forças Armadas dos EUA anunciaram a destruição de 16 navios iranianos de instalação de minas na região. A Agência Internacional de Energia (AIE) considera recorrer às reservas estratégicas de petróleo, enquanto o G7 planeja uma reunião para discutir a questão das reservas energéticas.
Além dos ataques no Estreito de Ormuz, o Irã também lançou mísseis contra Israel, resultando em feridos perto de Tel Aviv. As forças israelenses retaliaram bombardeando o Líbano, onde o movimento Hezbollah intensificou o conflito regional.


