O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (11) que não acredita que o Irã tenha instalado minas no Estreito de Ormuz. Ele destacou que os EUA destruíram “praticamente todos” os seus navios de posicionamento de minas.
“Destruímos praticamente todos os seus navios de minas em uma única noite”, disse Trump, sugerindo que até 60 embarcações iranianas foram atingidas. Ele alegou que “praticamente toda a sua Marinha foi destruída”.
Trump também incentivou os petroleiros a atravessarem o Estreito de Ormuz, afirmando que é seguro, apesar dos ataques a três embarcações na hidrovia no início do dia. O Irã reivindicou a responsabilidade pelos ataques a pelo menos dois desses navios. “Acho que eles deveriam usar o estreito”, comentou o presidente.
O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas.
Os EUA alegam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares. Em retaliação, o regime iraniano atacou diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos Estados Unidos e Israel.
Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel, por sua vez, realizou ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Após a morte de grande parte de sua liderança, o Irã elegeu um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele representa continuidade da repressão e não fará mudanças estruturais. Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro” e afirmando que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

