O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) uma trégua de cinco dias em ataques à infraestrutura energética do Irã, após ter tido ‘conversas muito boas’ com lideranças iranianas no fim de semana.
A agência de notícias iraniana Fars, estatal da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou que não há conversas em andamento entre autoridades de Teerã e dos EUA. Segundo a Fars, Trump recuou após ouvir ameaças do Irã de atacar estações energéticas no Golfo.
A Tasmin, outra agência estatal iraniana, também desmentiu as declarações de Trump, afirmando que ‘não houve negociações e não haverá’. A agência citou fontes do governo do Irã e destacou que a guerra psicológica não trará paz aos mercados de energia.
O ministro das Relações Exteriores do Irã comentou que a declaração de Trump é uma tentativa de fazer com que os preços do petróleo e gás, que aumentaram após a guerra, voltem a cair.
Em um post na rede Truth Social, Trump afirmou que representantes dos dois países tiveram ‘conversas muito boas e produtivas’ e que ordenou o adiamento de qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana. ‘Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias’, declarou Trump.
A declaração de Trump ocorreu um dia após a Guarda Revolucionária do Irã ameaçar fechar ‘completamente’ o Estreito de Ormuz e atacar usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem bases americanas na região do Golfo. Essa ameaça foi uma resposta a declarações de Trump, que havia falado em ‘obliterar’ usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse o estreito em até 48 horas.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o país irá ‘destruir de forma irreversível’ infraestruturas críticas no Oriente Médio. As Forças Armadas iranianas também afirmaram que um ataque às instalações energéticas iranianas resultará em represálias contra todas as infraestruturas de energia pertencentes aos EUA na região.
Ali Mousavi, embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional (IMO), declarou que o estreito permanece fechado apenas para navios dos ‘inimigos do Irã’ e que o país deseja contribuir para a passagem segura das demais embarcações.


