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TSE julga inelegibilidade de Cláudio Castro com placar de 3 a 1

Amanda Rocha
Última atualização: 24 de março de 2026 20:33
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou um placar de 3 a 1 nesta terça-feira (24) no julgamento que pode tornar o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, inelegível.

O julgamento apura suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, envolvendo contratações na Fundação Ceperj e na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). O ministro Nunes Marques votou contra a condenação, abrindo uma divergência.

O ministro Floriano de Azevedo Marques votou pela cassação do mandato e pela inelegibilidade, acompanhando a relatora, ministra Isabel Gallotti. Com isso, a Corte soma três votos favoráveis à condenação e um contrário.

Para que a inelegibilidade seja confirmada, são necessários quatro votos para se formar uma maioria na Corte. Antes de Nunes Marques, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Antonio Carlos Ferreira, também havia votado pela condenação.

Nunes Marques argumentou que “não há prova efetiva da distribuição de bens e serviços” e que os depoimentos reunidos no processo “carecem de consistência”. Ele destacou que não ficou demonstrado o impacto das supostas irregularidades no resultado do pleito, afirmando: “Para a configuração do abuso, é necessária a comprovação de impacto no processo eleitoral, o que não se verifica no caso”.

Apesar da saída do governo, o processo segue no TSE e pode resultar na aplicação da pena de inelegibilidade, que independe da permanência no cargo.

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