Tyler, The Creator será o último artista a se apresentar no palco principal do Lollapalooza Brasil 2026, no domingo (22). Esta é a segunda vez que o rapper se apresenta no Brasil, tendo vindo anteriormente em 2011 com o coletivo Odd Future para o festival SWU, em Paulínia (SP). Em 2018, ele cancelou sua participação no Lollapalooza Brasil por questões pessoais.
Mais de uma década após sua estreia no Brasil, Tyler traz um som mais maduro e uma estética que o posiciona como uma ponte entre o rap e o pop norte-americano. A expectativa é que o festival termine com um dos melhores shows de hip-hop da atualidade.
Tyler Gregory Okonma, conhecido como Tyler, The Creator, nasceu na Califórnia e começou sua carreira como líder do coletivo Odd Future no final dos anos 2000. O nome artístico surgiu de suas redes sociais, onde ele publicava seus desenhos e beats. Em entrevista ao programa de Jimmy Kimmel, ele explicou: “Eu tinha três MySpaces. Um deles eu publicava meus desenhos e uns beats que eu fazia à época. E o nome dessa página eu coloquei Tyler, The Creator, porque não consegui pensar em outra coisa.”
Nos primeiros anos, o som de Tyler e do Odd Future era marcado por letras explícitas e polêmicas, o que gerou tanto fãs quanto críticos. Ele foi associado ao subgênero “horror-core”, algo que sempre rejeitou. Em 2011, Tyler comentou: “Na verdade, eu só estou me divertindo. Sou jovem, e quando você é jovem acaba encontrando coisas que te interessam… Se você leva isso a sério, ou você é velho demais ou não teve uma infância boa e leva a vida a sério demais.”
Com o tempo, a música de Tyler evoluiu para melodias mais sofisticadas e letras menos chocantes. Álbuns como “WOLF” (2013), “Flower Boy” (2017) e “Igor” (2019) mostraram um artista mais completo, dialogando com o pop. Ele afirmou: “Eu não sou quem eles [fãs] conheceram aos 20 anos. Eu nem sou quem eu era há um ano.”
Em 2024 e 2025, Tyler lançou álbuns com propostas distintas. “CHROMAKOPIA” é seu trabalho mais experimental, enquanto “DON’T TAP THE GLASS” tem uma abordagem mais despretensiosa. Ambos foram indicados ao Grammy, com “CHROMAKOPIA” vencendo como Melhor Capa de Álbum.
Os fãs podem esperar um show que mistura elementos dos últimos dois álbuns. Com base nas apresentações anteriores na Argentina e Chile, o palco não terá grandes produções, e a pirotecnia será mínima. O som de Tyler é mais maduro, com uma mistura de rap e pop atual, e os espectadores provavelmente dançarão mais do que pularão durante a apresentação.

