Um relatório da ONU revelou que os últimos 11 anos foram os mais quentes do planeta desde o início das medições de temperatura, em 1850.
O documento destaca ondas de calor, secas, incêndios, tempestades, inundações e o aumento contínuo do nível do mar. Cientistas analisaram dados recentes e concluíram que a situação climática é cada vez mais alarmante.
Todos os principais indicadores da Organização Meteorológica Mundial estão em alerta máximo. Um novo indicador, o desequilíbrio energético da Terra, foi incluído no relatório. Este indicador mede a diferença entre o calor que o planeta absorve e o que devolve ao espaço, e apresentou o pior resultado da história, em centenas de milhares de anos.
A principal causa desse fenômeno é a concentração recorde de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono e o metano. O impacto é direto: 2025 foi um dos três anos mais quentes já registrados, com a temperatura global 1,43ºC acima do nível médio anterior à Revolução Industrial, que corresponde ao período entre 1850 e 1900.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, comentou sobre a gravidade da situação: “Quando a história se repete 11 vezes, não é mais coincidência. É um chamado à ação”. Ele enfatizou a urgência de uma transição para energias renováveis, especialmente em meio à guerra no Oriente Médio, que evidencia a dependência de combustíveis fósseis.
Guterres alertou que a demora na ação climática é mortal. A emergência climática já afeta milhões de pessoas e gera bilhões de dólares em prejuízos, conforme destacado pela Organização Meteorológica Mundial. Além disso, a agência da ONU afirmou que os impactos das últimas décadas terão consequências que durarão séculos ou até milênios.

