A Unilever anunciou nesta terça-feira (31) a combinação de sua unidade de alimentos, a Unilever Foods, com a McCormick, formando uma nova gigante global do setor avaliada em US$ 65,8 bilhões.
A transação reflete um valor de empresa de US$ 44,8 bilhões para a divisão de alimentos da Unilever, que registrou receita de 10,73 bilhões de euros (cerca de US$ 12,34 bilhões) em 2025.
O acordo, aprovado por unanimidade pelos conselhos de ambas as companhias, prevê que a Unilever receberá US$ 15,7 bilhões em dinheiro. A estrutura da transação será um “Reverse Morris Trust”, uma estratégia de fusão e aquisição nos EUA que permite a venda de uma subsidiária sem pagamento de impostos corporativos, não exigindo a aprovação dos acionistas da Unilever.
A conclusão do negócio está prevista para meados de 2027, dependendo da aprovação dos acionistas da McCormick.
A nova empresa combinada terá uma receita anual de US$ 20 bilhões e será liderada pelo atual CEO e CFO da McCormick, com representação da alta administração da Unilever Foods. A fusão deve gerar sinergias de custos de US$ 600 milhões por ano.
A Unilever deterá uma participação de 65% no grupo combinado, com acionistas possuindo 55,1% do capital total (em base totalmente diluída) e a companhia mantendo uma fatia direta de 9,9%, que planeja vender de forma ordenada no futuro.
Com essa movimentação, a Unilever conclui sua transição para uma empresa “pureplay” focada no setor de Higiene e Cuidados Pessoais (Hpc). Após a separação, o grupo atuará exclusivamente nos segmentos de Beleza, Bem-estar, Cuidados Pessoais e Cuidados com a Casa.
Os recursos em dinheiro serão destinados ao abatimento de dívidas, custos de separação e impostos, além de sustentar um programa de recompra de ações de 6 bilhões de euros (aproximadamente US$ 6,90 bilhões) previsto para o período entre 2026 e 2029.
A companhia reafirmou suas metas financeiras de médio prazo, prevendo um crescimento subjacente das vendas na casa de um dígito médio e uma expansão de volume de pelo menos 2%. A Unilever também projeta uma melhora modesta na margem operacional e estabeleceu um índice de distribuição de dividendos (payout) de 60%.
Os custos extraordinários com a separação são estimados entre 400 milhões e 500 milhões de euros (cerca de US$ 460 milhões e US$ 575 milhões), além de 500 milhões de euros (aproximadamente US$ 575 milhões) em reestruturação entre 2027 e 2029.


