O vereador Fabrício Wust (MDB) causou polêmica na Câmara de Vereadores de São José do Hortêncio ao chamar a prefeita Ester Elisa Dill Koch (PL) de “bruxa” durante uma sessão na noite de quarta-feira, 25 de março de 2026.
A ofensa ocorreu em um protesto contra um decreto da prefeitura que determina que todos os pedidos dos vereadores ao Executivo devem ser feitos formalmente, por meio de ofício, e não mais de forma informal. Wust argumentou que a medida dificulta o trabalho dos vereadores e “corta o vínculo com secretários e servidores públicos”.
Em nota, o vereador pediu desculpas e reconheceu que se exaltou. Ele explicou que sua reação foi motivada pela preocupação com a nova exigência que, segundo ele, prejudica a fiscalização do Legislativo. “Quando esse acesso se torna mais burocrático, quem perde não é o vereador, é o povo”, afirmou.
“”Quero me manifestar sobre o episódio ocorrido na Câmara de Vereadores, que acabou gerando repercussão em nossa comunidade. Primeiramente, reconheço que me exaltei durante a fala. Foi um momento de irritação e, no calor do debate, utilizei uma expressão que não foi adequada. Isso não justifica o que foi dito, e por isso deixo aqui meu pedido de desculpas”, disse Wust.”
A prefeita Ester Elisa Dill Koch se manifestou por meio de uma nota de repúdio, classificando a fala do vereador como um “ataque absoluto, desproporcional e descabido”. Ela explicou que o decreto foi criado para regulamentar e padronizar o fluxo de comunicação entre o Legislativo e o Executivo.
“”A Administração Municipal de São José do Hortêncio manifesta absoluto repúdio às ofensas dirigidas à Prefeita Municipal, Ester Elisa Dill Koch, durante pronunciamento realizado na tribuna do Poder Legislativo. A Administração esclarece que o Decreto nº 236/2026 foi editado com o objetivo de regulamentar e padronizar o fluxo de comunicações, pedidos de informações, documentos e solicitações de providências entre o Poder Legislativo e os órgãos da Administração Pública Municipal”, afirmou a nota da prefeitura.”
A gestão municipal destacou que o decreto visa assegurar legalidade, impessoalidade e eficiência, sem prejudicar o papel fiscalizador da Câmara de Vereadores. A administração reafirmou seu respeito às instituições e ressaltou que divergências políticas são legítimas, mas não devem ser confundidas com ataques pessoais.

