Vítimas do criminoso sexual Jeffrey Epstein entraram com uma ação judicial contra o governo dos Estados Unidos e a Google após a divulgação de suas identidades em documentos publicados online pelo Departamento de Justiça. A ação foi protocolada em resposta à divulgação de mais de 3 milhões de arquivos relacionados à investigação sobre Epstein, que detalham suas conexões com diversas personalidades.
Os autores do processo afirmam que quase 100 sobreviventes do predador sexual condenado tiveram suas identidades reveladas, apesar de que essas informações deveriam permanecer em sigilo. “O Departamento de Justiça revelou a identidade de quase 100 sobreviventes do predador sexual condenado, ao publicar suas informações privadas e identificá-las ao mundo”, disseram.
Além disso, os autores alegam que, mesmo após o governo reconhecer a falha e retirar parte do material, os dados continuam circulando na internet. “Sites como o Google continuam publicando as informações de maneira contínua, rejeitando os apelos das vítimas para a retirada”, acrescentaram.
Os documentos judiciais indicam que o Google ainda exibe as informações pessoais das vítimas nos resultados das pesquisas e no conteúdo gerado por inteligência artificial. A situação é agravada pela divulgação de dezenas de imagens de pessoas nuas, incluindo fotos com os rostos das vítimas, conforme reportado pelo The New York Times.
Jeffrey Epstein foi condenado em 2008 por solicitar favores sexuais a menores de 14 anos e morreu em 2019 na cela de uma prisão de Nova York, antes do julgamento por acusações de tráfico sexual. A ação judicial destaca que as sobreviventes enfrentam um trauma renovado, com desconhecidos telefonando, enviando e-mails e ameaçando sua segurança física, acusando-as de conspirar com Epstein, quando, na realidade, são vítimas dele.


