As chuvas em Rio Branco já acumulam 228,2 milímetros até a manhã deste domingo (22), o que representa 82,7% do volume esperado para todo o mês de março, que é de 276 mm.
Segundo a Defesa Civil Municipal, na madrugada deste domingo choveu 12 milímetros. Apesar da duração da chuva, o órgão considerou o volume baixo e não houve registros de ocorrências relacionadas a ventos fortes ou danos na capital.
O volume de chuvas deste mês contrasta com o de fevereiro, quando foram registrados apenas 114,4 mm, representando 38,1% dos 300,1 mm esperados. O tenente-coronel Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil, comentou:
“”A previsão para esses 10 dias finais de março é que continue chovendo, contudo, serão chuvas mais leves, de forma que fique ainda dentro da média do mês. Apesar de pouco, já estamos sofrendo com o fenômeno El Niño, que diminui a quantidade de chuvas na região.””
Em um levantamento da Defesa Civil, o acumulado de fevereiro foi o menor dos últimos cinco anos, com médias de chuvas nos anos anteriores: 2022 – 185,98 mm, 2023 – 439,70 mm, 2024 – 213,50 mm, 2025 – 217,82 mm e 2026 – 114,4 mm.
Em janeiro, o cenário foi diferente, com 644,9 mm de chuva, um volume elevado que contribuiu para a cheia do Rio Acre. Nos primeiros três meses de 2026, o rio já transbordou duas vezes, afetando milhares de moradores. A primeira cheia ocorreu em 16 de janeiro, quando o nível atingiu 14,01 metros. A segunda vez foi em 29 de janeiro, com 14 metros.
Após 12 dias acima da cota de atenção, que é de 10 metros, o nível do Rio Acre começou a baixar no sábado (21), marcando 9,90 metros. Na medição das 6h deste domingo (22), o rio estava em 8,80 metros. As cotas estabelecidas pela Defesa Civil para o Rio Acre são: Atenção: 10 metros, Alerta: 13,50 metros, Transbordamento: 14 metros.
A Defesa Civil também informou que, mesmo com as chuvas recentes, a tendência de queda no nível do rio está relacionada ao baixo volume de precipitações nos últimos dias. Se essa tendência continuar, o risco de novas cheias deve diminuir gradualmente nas próximas semanas, especialmente com a aproximação do fim do período crítico do inverno amazônico.


