A votação do relatório da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS está prevista para ocorrer na madrugada de sábado, 28 de março. O relator, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), finalizou a leitura do documento por volta das 19h30 desta sexta-feira, após cerca de oito horas de leitura. O relatório possui quase 4.000 páginas e a leitura teve início às 9h44.
Na quinta-feira, 26 de março, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela queda da liminar do ministro André Mendonça, que havia permitido a prorrogação da CPMI. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), expressou sua intenção de concluir a votação ainda na madrugada: ‘Minha vontade é de que a gente termine de hoje para amanhã, na madrugada se for necessário, a votação do relatório e entreguemos uma solução e o fim da CPMI para todo o país’.
Após os discursos, o presidente da CPMI concederá uma vista de pelo menos uma hora para que os parlamentares analisem o relatório. Estão inscritos 32 parlamentares para discursar, com um tempo mínimo de dez minutos para cada um.
Outro fator que pode atrasar a votação é o relatório alternativo proposto pela ala governista, que possui tamanho semelhante ao do relator. Este documento suprime pontos como o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, e inclui novos acusados, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os parlamentares governistas esperam derrubar o texto do relator.
Em uma manobra regimental, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), para que ele pudesse retornar ao Senado e votar contra o relatório da oposição. A suplente, senadora Margareth Buzetti (PP-MT), comentou que essa ação foi uma ‘estratégia de um governo que tem medo’.


