Wagner Moura destacou a repercussão internacional do filme ‘O Agente Secreto’, que concorre ao Oscar neste domingo (15) com quatro indicações. O longa tem atraído a atenção de plateias internacionais ao retratar aspectos da cultura e da história brasileira.
Em uma agenda intensa de entrevistas pelo mundo, o diretor Kleber Mendonça Filho e o ator Wagner Moura participaram de uma conversa exclusiva em Londres. Moura afirmou que o interesse global pelo filme demonstra como o cinema pode funcionar como uma ponte cultural.
““Eu cresci vendo cinema americano. Então, meu entendimento do que os Estados Unidos são tem a ver com os filmes que eu vi. Tem sido muito bonito ver as pessoas falando do Brasil a partir desse filme, desde o que era a ditadura militar no Brasil até ‘a perna cabeluda’. São dados da cultura e da história do Brasil sendo exportados.””
A produção combina referências locais e tem conquistado espaço fora do país. A história, ambientada em Recife, coloca a capital pernambucana no centro da narrativa, projetando paisagens brasileiras no circuito internacional do cinema.
Kleber Mendonça Filho ressaltou a importância de contar histórias a partir da própria realidade para que um país se reconheça nas telas.
““O cinema, a televisão e as séries são uma maneira muito forte de contar histórias. É essencial que um país consiga se ver, se ouvir e reconhecer histórias que fazem parte de quem somos.””
No filme, Recife não é apenas um cenário, mas parte central da trama, destacando contrastes sociais da cidade, como a proximidade entre áreas periféricas e prédios de luxo.
““Eu sou fã do cinema dos filmes que fazem a gente mergulhar naquele universo e acreditar que a gente mora nele. E, para o ator, é um barato estar ali, num senso de realidade muito potente.””

