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WSL vê risco de elite do surfe fora de LA 2028 após novo critério

Amanda Rocha
Última atualização: 28 de março de 2026 11:00
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A World Surf League (WSL) expressou preocupações sobre o novo critério de classificação para o surfe nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina, afirmou que as mudanças podem reduzir as chances de atletas entre os melhores do mundo garantirem vaga.

O formato, oficializado em fevereiro pela International Surfing Association (ISA), permite que apenas 10 atletas — cinco homens e cinco mulheres — se classifiquem por meio do ranking do Championship Tour (CT), limitando um representante por país. No ciclo anterior, para Paris 2024, eram 18 vagas diretas, com a possibilidade de até dois atletas por país em cada gênero.

Martinho destacou que essa nova regra impacta potências do surfe, como o Brasil. Se o ranking terminar com mais de um atleta brasileiro entre os melhores, apenas o mais bem colocado garante a vaga direta. Os demais precisarão buscar a classificação em outras competições organizadas pela ISA.

““Os melhores atletas do mundo competem na WSL. Então, obviamente, essa mudança de critério pode trazer alguns atletas que não são necessariamente os melhores do mundo naquele momento”, afirmou Martinho.”

Ele acrescentou que a mudança diminui a chance de os melhores estarem nas Olimpíadas, embora não impeça que consigam a classificação por outros meios. Martinho também expressou preocupação com o nível técnico da competição, já que surfistas fora da elite podem obter vagas em torneios de tiro curto, que muitas vezes são decididos em uma única semana.

A WSL defende um sistema de qualificação que favoreça os melhores do mundo. Apesar das críticas, a liga reconhece que o novo modelo amplia a diversidade de países participantes, um dos pilares do movimento olímpico. “O importante é que o surfe esteja no calendário olímpico, e a posição da WSL é sempre apoiar nossos atletas”, disse.

A WSL mantém diálogo com a ISA para alinhar o calendário e evitar sobrecarga nos atletas, considerando que eles terão que disputar vagas em torneios fora do circuito mundial. “Vemos oportunidades no calendário para que os atletas possam estar com o seu melhor vigor físico e as melhores condições para competir em igualdade”, destacou Martinho.

A mudança também gerou críticas de surfistas da elite. Yago Dora, campeão da WSL em 2025, considerou o novo critério injusto.

““Não queremos um caminho mais fácil para nos classificar do que o resto dos surfistas. Queríamos apenas que fosse justo e garantir que os melhores surfistas estejam representando seus países nos Jogos Olímpicos”, disse.”

O italiano Leonardo Fioravanti, atleta olímpico e nono colocado do circuito mundial, também se manifestou nas redes sociais, questionando se não seria desejável que os melhores surfistas tivessem a melhor chance de se classificar para as Olimpíadas.

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