A Xiaomi anunciou uma queda no lucro trimestral pela primeira vez em três anos, referente ao final do ano passado.
A gigante chinesa de smartphones e veículos elétricos enfrentou o aumento dos custos e a intensificação da concorrência. O presidente da Xiaomi, Lu Weibing, afirmou que os aumentos de preços podem ser inevitáveis se a empresa não conseguir suportar a pressão do aumento dos custos de memória por mais tempo.
Weibing destacou que o aumento do custo da memória foi maior do que se pensava inicialmente. Ele alertou que ‘algumas empresas podem ter dificuldades extremas para operar em um ciclo tão longo de aumento de custos, enfrentar grandes perdas ou até mesmo ir à falência’.
O lucro líquido ajustado para o trimestre até 31 de dezembro caiu para 6,3 bilhões de iuanes (US$ 914,5 milhões), marcando a primeira queda trimestral desde o quarto trimestre de 2022, conforme comunicado divulgado nesta terça-feira.
Apesar da queda, o resultado superou a estimativa média de analistas, que era de lucro de 5,7 bilhões de iuanes, segundo dados da LSEG.
A receita do quarto trimestre foi de 116,9 bilhões de iuanes, ligeiramente acima da estimativa média de 116,2 bilhões de iuanes, mesmo com os custos de memória elevados e a concorrência crescente.
No acumulado do ano, o lucro da Xiaomi aumentou 43,8%, totalizando 39,2 bilhões de iuanes, impulsionado por um aumento de 25% na receita.

