O Zoológico de Goiânia registrou, pela primeira vez, o nascimento de filhotes de arara-azul em cativeiro. O evento, ocorrido no dia 20 de agosto do ano passado, é considerado inédito pela equipe técnica e representa um avanço nas ações de conservação da espécie, que está ameaçada de extinção.
Os dois filhotes, que já atingiram o tamanho dos pais, devem ser utilizados futuramente para a reprodução de novos exemplares. Viviane Silva Borges, médica veterinária do Zoológico, informou que o casal de araras está junto há cerca de cinco anos e, apesar de tentativas anteriores, esta foi a primeira vez que houve sucesso na reprodução.
““Foram colocados três ovos, e dois filhotes nasceram. Para nós, é um fato inédito e muito significativo. Foi a primeira vez que a gente conseguiu reproduzir”, destacou Viviane.”
Os filhotes, ambos machos, permanecem sob os cuidados dos pais, o que é comum para a espécie. O período de cuidado pode durar cerca de um ano, influenciando diretamente o intervalo entre as reproduções. A veterinária ressaltou que as araras-azuis costumam se reproduzir a cada dois anos.
““A ideia é manter os dois no plantel para tentar formar novos casais”, contou Borges.”
Ela explicou que, entre 10 e 12 meses, os filhotes serão separados para que o casal possa tentar reproduzir novamente. No entanto, os filhotes precisam esperar até atingirem a maturidade sexual, que ocorre em torno de 7 anos, para a reprodução.
Atualmente, o Zoológico de Goiânia conta com três fêmeas, o que pode favorecer a formação de novos pares reprodutivos no futuro. Contudo, a veterinária alertou que a reprodução ainda é um processo de longo prazo, sendo necessário verificar se as fêmeas estarão em período fértil quando os machos puderem se reproduzir.
A arara-azul-grande vive principalmente no Pantanal, no Cerrado e em partes da Amazônia, podendo chegar a cerca de um metro de comprimento. A espécie está classificada como vulnerável e ameaçada de extinção.
Além das araras-azuis, o Zoológico de Goiânia também registrou recentemente o nascimento de um príncipe-negro, conhecido como periquito-de-cabeça-preta, e de um cervo-dama, além de um exemplar de gato-mourisco.


