No dia 21 de abril de 2026, completam-se 10 anos da morte de Prince, um dos maiores astros do pop dos anos 1980. O cantor foi encontrado morto em 2016, vítima de uma overdose acidental de opioides.
Nascido em 1958 em Minneapolis, Minnesota, Prince iniciou sua carreira musical aos 18 anos, influenciado pela trajetória de seu pai. Com sua guitarra, botas longas e roupas extravagantes, ele se destacou como um artista singular, sendo considerado por Elton John como o maior performer que já viu.
Em 2004, a revista Rolling Stone o nomeou o músico mais rico do mundo após o lançamento do álbum Musicology, que lhe rendeu dois prêmios Grammy. Junto a Madonna e Michael Jackson, ele formou um trio icônico da música pop da década de 1980.
A postura de Prince, que nunca se preocupou em agradar, foi fundamental para sua grandeza. Sua luta contra o poder das grandes gravadoras é um exemplo marcante de sua atitude. Entre os 18 e 35 anos, ele teve um contrato com a Warner, que lançou seus maiores sucessos, como Purple Rain e When Doves Cry.
No auge de sua carreira, Prince buscou renegociar seu contrato, o que resultou em conflitos com a gravadora. Como forma de protesto, ele apareceu em público com a palavra “escravo” escrita no rosto, comparando o regime das gravadoras à escravidão.
Durante esse período, Prince mudou seu nome para um símbolo impronunciável, conhecido como “love symbol”, que representa a junção dos símbolos masculino e feminino. Essa mudança visava dificultar a promoção de suas músicas pela gravadora, já que a Warner só poderia controlar o que fosse lançado sob o nome ‘Prince’.
Apesar de suas manifestações, Prince não venceu a batalha contra a Warner. Ele lançou discos com músicas de qualidade inferior para cumprir as exigências da gravadora até o fim do contrato, que se encerrou em maio de 2000.
Após a saída da Warner, Prince assinou contratos com outras gravadoras, como EMI e MP Media, e também criou uma plataforma online para lançar suas músicas de forma independente. Ele disponibilizou versões inéditas de suas canções e lançou álbuns como The Rainbow Children e Xpectation exclusivamente nesse site.
Nos anos 2000, Prince abriu sua mansão, Paisley Park, para fãs, permitindo que assistissem a jams e shows informais, além de debater sobre música. Essa atitude o tornou um ídolo acessível, desafiando o modelo tradicional de um astro pop.


