Uma pesquisa revelou que 95% das mulheres cearenses têm medo de sofrer algum tipo de violência. O estudo, intitulado ‘Mulher Coragem, os medos e demandas das mulheres cearenses por segurança’, foi realizado pela Ipsos-Ipec em parceria com o Diário do Nordeste e o Instituto Patrícia Galvão.
O levantamento, que considerou diferentes formas de violência, como sexual, física e psicológica, entrevistou 2.032 mulheres com idades a partir de 16 anos em 77 cidades do Ceará entre 1º e 14 de outubro de 2025. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Entre os medos mais relatados, 61% das entrevistadas temem a violência sexual, que inclui assédio e estupro. O medo de violência física aparece em 47% das respostas, enquanto 43% temem a violência psicológica. A violência doméstica é temida por quase uma em cada quatro mulheres.
““O principal medo enfrentado pelas mulheres é o de sofrer violência sexual”, afirmou a pesquisa.”
Os tipos de violência mais temidos incluem: 61% – Violência sexual; 47% – Violência física; 43% – Violência psicológica; 24% – Violência doméstica; 19% – Violência virtual; 17% – Violência policial; 12% – Violência institucional; 11% – Violência patrimonial; 3% – Não temem esses tipos de violência.
Mais da metade das mulheres cearenses, 51%, já sofreu algum tipo de violência. O tipo mais frequente foi a violência psicológica, vivenciada por 28% das entrevistadas. Outros tipos incluem: 16% – Violência física; 15% – Violência sexual; 11% – Violência doméstica; 9% – Violência virtual; 6% – Violência patrimonial; 8% – Violência institucional; 3% – Violência policial.
A pesquisa também identificou que a impunidade dos agressores é vista como o principal fator que contribui para a insegurança. Outros fatores incluem: 29% – Pouco policiamento; 28% – Cultura machista; 27% – Vícios dos agressores; 26% – Falta de segurança no transporte público.
““A impunidade dos agressores aparece em primeiro lugar”, destacou o estudo.”
As mulheres se sentem mais seguras em suas casas (83%) e nas residências de amigos e parentes (66%). Em contrapartida, os espaços públicos são considerados os mais inseguros. O medo de ser assaltada no transporte público é de 59%, enquanto 50% temem ser estupradas em transportes por aplicativo.
Além disso, 40% das mulheres mudam seus hábitos por medo ou insegurança, com 68% evitando sair sozinhas à noite. A maioria acredita que é necessário aumentar o policiamento nas ruas (56%) e a segurança nos transportes coletivos (36%) para reduzir o medo e a insegurança.


