O presidente da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), Giancarlo Greco, informou nesta terça-feira (14) que o setor está normalizando o fluxo de pagamentos de recursos retidos após a liquidação do Will Bank.
As operadoras de maquininhas ainda cobram o repasse de valores referentes a compras feitas em cartões emitidos pelo banco digital, que pertencia ao Banco Master. Durante a coletiva de imprensa na 19ª edição do CMEP (Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento), em São Paulo, Greco reconheceu que o processo começou de forma “atabalhoada”, mas que os desafios enfrentados pelo liquidante já foram solucionados.
““O processo todo já está tendo uma normalização”, afirmou Greco, sem fornecer detalhes ou prazos para a resolução completa dos problemas.”
Ele acrescentou: “Entendemos que já há um plano para que esse fluxo já comece a caminhar de forma fluida”. Em novembro, o Banco Central (BC) editou uma norma que reforça o papel da bandeira de cartão como o elo da cadeia responsável pelas regras e gestão de riscos do sistema.
Segundo Greco, as bandeiras, que são as instituidoras dos arranjos de pagamento, terão que submeter ao regulador seus regulamentos internos. Ele destacou que o processo enfrenta o desafio de ocorrer de forma paralela a alguns eventos da indústria.
Sobre a liquidação da EntrePay, que gerou reclamações sobre retenção de recursos, Greco afirmou que o Banco Central tem trabalhado com “diligência” para resolver a questão.
O vice-presidente executivo da Abecs, Ricardo de Barros Vieira, confirmou que a entidade participou de reuniões com o governo sobre um programa que busca reduzir a pressão de endividamento das famílias e empresas. Ele mencionou que a equipe econômica deve divulgar essas medidas no final deste mês.
Greco também comentou que, além de medidas pontuais de repactuação, é importante discutir ajustes estruturais. Ele observou que a inadimplência do rotativo do cartão de crédito cresceu recentemente, mas em ritmo mais tímido que outros instrumentos.
““A representação do rotativo em relação a todas as modalidades de pagamento é menor do que se imagina”, comentou.”
Em relação ao Open Finance, Barros destacou que o setor encontrou caminhos para viabilizar que operadores de cartões utilizem o sistema. A indústria está trabalhando em uma solução que permita o uso a partir do ITP (Iniciador de Transação de Pagamento), instituição autorizada pelo Banco Central para iniciar pagamentos (especialmente Pix) diretamente na conta do usuário.
““Nos próximos 30 a 60 dias devemos ter uma solução fechada”, disse Barros.”

