O dirigente da ADNOC (Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi) e ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos, Al Jaber, declarou que a passagem pelo Estreito de Ormuz está sujeita a “condições e pressão política” por parte do Irã. Ele afirmou que o estreito “não está aberto”.
Em uma publicação no LinkedIn nesta quinta-feira (9), Al Jaber destacou: “O estreito não foi construído, projetado, financiado ou erguido por nenhum Estado”. Ele enfatizou a necessidade de clareza sobre a situação atual, afirmando que “o acesso está sendo restringido, condicionado e controlado”.
O ministro também ressaltou que a segurança energética e a estabilidade econômica global dependem da reabertura “total, incondicional e irrestrita” do Estreito de Ormuz. “A instrumentalização desta via navegável vital, de qualquer forma, é inaceitável”, acrescentou.
Al Jaber alertou que essa situação poderia criar um “precedente perigoso para o mundo”, minando o princípio da liberdade de navegação que sustenta o comércio global e a estabilidade da economia mundial.
O Irã, por sua vez, afirmou que a passagem pela importante via navegável “será possível mediante coordenação com as Forças Armadas iranianas e levando em consideração as limitações técnicas”. Antes do conflito, o estreito era uma via navegável internacional livre e aberta.
Executivos e analistas de empresas de navegação indicaram que a incerteza em torno do cessar-fogo torna a travessia do estreito muito arriscada neste momento. Especialistas em navegação afirmaram que o Irã ainda controla o estreito e que as autoridades iranianas não apresentaram um plano para uma passagem segura.


