O Acre registrou quatro focos de queimadas entre janeiro e março de 2026, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O número é considerado baixo e segue a tendência de redução observada no mesmo período em 2025, quando as chuvas impactaram diretamente os registros. Em janeiro, foram dois focos em Rio Branco e Epitaciolândia, e em fevereiro, dois em Rodrigues Alves e Tarauacá. Não houve registros em março.
O resultado ocorre durante o inverno amazônico, caracterizado por chuvas intensas. Em janeiro, o Pará liderou o ranking da região Norte, com 1.042 ocorrências. Já em fevereiro, Roraima apresentou o maior número de focos, com 493 ocorrências.
Em 2025, o Acre teve uma redução de quase 100% de queimadas no primeiro quadrimestre, fechando o ano com 2.184 focos, o menor número em mais de duas décadas. Isso representa uma queda de 75% em relação a 2024, quando foram registrados mais de 8 mil focos.
O início de 2025 chamou atenção, com 43 focos registrados em janeiro, o maior número para o mês desde 1998. A partir de fevereiro, com o aumento das chuvas, os registros começaram a cair, e março também não teve focos detectados.
A redução nos focos de calor está ligada ao aumento significativo das chuvas no Acre. Em março, Rio Branco registrou 366,8 milímetros de volume acumulado, cerca de 33% acima da média histórica para o mês. Em fevereiro, foram 114,4 mm, representando 38,1% do esperado.
Além disso, o estado enfrenta cheias em vários municípios. Um decreto publicado no último domingo (5) reconheceu situação de emergência em cidades como Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro, devido à elevação dos rios provocada pelas chuvas intensas.
Historicamente, o período com maior incidência de queimadas ocorre a partir do segundo semestre, durante o verão amazônico, quando há redução das chuvas e aumento das práticas de limpeza de áreas com uso do fogo.
Até março, considerando todo o bioma amazônico, foram registrados 9.376 km² de área queimada. A tendência é de aumento gradual dos focos a partir dos próximos meses, com o início do período de estiagem na região.


