Um adolescente de 16 anos foi apreendido na sexta-feira (3), em Grajaú, no interior do Maranhão, suspeito de matar o servidor público Wilasmar Santana. Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 7 mil.
De acordo com as investigações, Wilasmar foi morto por asfixia e, em seguida, teve o corpo carbonizado. O corpo da vítima foi encontrado na quarta-feira (1º), próximo a uma ponte no município de Sítio Novo, às margens da MA‑006. Ele estava carbonizado dentro do próprio carro, que também foi incendiado.
O adolescente confessou o crime e apontou o envolvimento de um segundo suspeito, um jovem de 20 anos, que teria ajudado a incendiar o veículo da vítima. A Polícia Civil informou que o adolescente também é suspeito de danificar as câmeras de segurança da casa de Wilasmar.
Durante a fuga, objetos roubados de Wilasmar foram abandonados em uma área de mata, em Grajaú. A polícia informou que tanto o adolescente quanto a vítima moravam no bairro Joana Batista.
O delegado Brito Júnior, responsável pelo caso, afirmou que a polícia solicitou a quebra de sigilo telefônico e telemático. Com dados fornecidos pelo provedor de internet da casa da vítima, foi possível identificar um número de telefone e um endereço ligados ao crime.
““Conseguimos o deferimento das medidas de busca e apreensão na casa do menor e também da internação do adolescente que teria matado Wilasmar”, afirmou o delegado.”
Segundo Brito Júnior, o jovem confessou o crime diante das provas reunidas.
““Ele confessou que matou Wilasmar por conta de uma dívida de R$ 7 mil e também admitiu a participação de outro envolvido”, disse.”
A Polícia Civil informou que deve indiciar o adolescente por latrocínio consumado, ocultação de cadáver e dano qualificado ao veículo da vítima. O segundo suspeito foi preso e deve responder por dano qualificado ao veículo e receptação, mas segundo a polícia, ele não sabia do homicídio nem de que havia um corpo dentro do carro. O caso segue em investigação e aguarda o resultado da perícia oficial.

