O advogado que representa as famílias das crianças mortas em um atropelamento em Diadema, na Grande São Paulo, afirmou que irá pedir a condenação do motorista embriagado que conduzia o veículo. O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira, 3 de abril de 2026.
Rafael Dias, assistente de acusação no caso, declarou que o objetivo é comprovar que o suspeito assumiu o risco de matar ao dirigir em alta velocidade e sob efeito de álcool. Ele pedirá a condenação por duplo homicídio qualificado e homicídio tentado.
““O nosso trabalho como assistente de acusação será comprovar que ele cometeu esses crimes com dolo eventual, ou seja, ele assume o risco de produzir esse resultado, dirigindo embriagado e naquela velocidade”, afirmou o advogado.”
O acidente envolveu um veículo Hyundai Creta branco, conduzido por Demostenes Dias de Macedo, de 64 anos, que perdeu o controle, invadiu uma calçada e atingiu quatro crianças. Os irmãos Sophya de Oliveira Santos, de 10 anos, e Izaias de Oliveira Santos, de 6, morreram no acidente. Outras duas crianças sofreram ferimentos; uma delas, de 8 anos, precisou passar por uma cirurgia ortopédica no sábado, 4 de abril, e está estável.
A Justiça de São Paulo converteu a prisão em flagrante do motorista em prisão preventiva durante a audiência de custódia realizada no final de semana. Exames clínicos confirmaram que ele estava embriagado no momento da colisão, que também atingiu o portão de uma residência e outros carros estacionados.
Para a assistência de acusação, a embriaguez e a velocidade do veículo são fatores determinantes para a mudança na tipificação do crime.
““”, afirmou o Dr. Rafael Dias.”
O caso foi inicialmente classificado como homicídio e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, configurando infrações onde não há intenção de matar. Em depoimento, o homem admitiu ter consumido cerveja no período da manhã, mas alegou que o acelerador do carro emperrou, impedindo a frenagem. Após o acidente, ele precisou ser contido por moradores locais até a chegada da PM (Polícia Militar).
A defesa do suspeito não foi contatada para um posicionamento sobre o caso.

