Um ataque de uma águia-de-penacho (Spizaetus ornatus) a um drone ocorreu na Reserva Natural ‘Los Magnolios’, em Yarumal, no norte da Colômbia, em março de 2026. O drone estava sendo utilizado para monitorar um processo de regeneração natural na área.
A reserva, que possui 1.500 hectares, foi criada em 2016 com o objetivo de proteger espécies de árvores do gênero Magnolia em perigo crítico de extinção. Mauro De La Selva, que operava o drone, registrou o ataque e explicou que a área está se transformando em um bosque após duas décadas de regeneração.
“Estávamos ali fazendo um registro de um processo de regeneração natural que tem ocorrido há vinte anos. Essa é uma área que está voltando a ser um bosque, num ponto onde duas décadas atrás existia um enorme pasto”, disse Mauro.
Embora o uso de drones para monitoramento na reserva não seja novidade, o ataque da águia foi um evento inédito. Mauro não percebeu a aproximação da ave a tempo e descreveu o momento: “Eu ia voando o drone, fazendo o registro de vídeos pela reserva e de repente percebi que algo também estava voando.”
A águia-de-penacho, nativa dos Andes, já havia sido observada sobrevoando a reserva, mas nunca nas zonas mais baixas. Especialistas em rapinantes sugerem que a ave pode ter um ninho nas proximidades, o que explicaria seu comportamento agressivo.
“Quando há um ninho muito perto e tem um drone ou outra ave que se aproxima, as águias atacam imediatamente”, detalhou Mauro.
Apesar do susto, o incidente não resultou em feridos. O drone ficou estático após o impacto, mas Mauro conseguiu recuperá-lo em segurança. O vídeo do ataque foi compartilhado nas redes sociais, gerando repercussão e comentários sobre o contexto ecológico da situação.
Mauro De La Selva, observador de aves e atuante na conservação de ecossistemas, expressou seu desejo de explorar mais a natureza e a cultura do Brasil, onde conhece apenas a cidade de Tabatinga (AM).


