Um novo álbum póstumo de Elis Regina (17 de março de 1945 – 19 de janeiro de 1982) está em processo de formatação e deve ser lançado em novembro. O projeto contará com dez faixas e é baseado em gravações de um especial da TV Bandeirantes realizado pela cantora em 1976.
Antes do lançamento da edição remixada do álbum “Elis” (1973), que gerou controvérsias, João Marcello Bôscoli e o engenheiro de som Ricardo Camera já trabalhavam na produção deste novo álbum. O áudio foi extraído da gravação do especial, que foi revitalizado com tecnologia moderna.
A gravação original, feita em 16 canais no estúdio Vice-Versa, resultou no álbum póstumo “Luz das estrelas”, lançado em 1984. O novo álbum segue um processo semelhante, mas utiliza recursos digitais contemporâneos, incluindo inteligência artificial.
A ideia para o projeto surgiu em 2023, durante uma conversa entre João Marcello Bôscoli e seu irmão Pedro Mariano. A voz de Elis Regina foi restaurada a partir de uma fita enviada pela gravadora Som Livre à família, e não da fita original, que está aparentemente perdida.
Após a restauração, uma nova base instrumental foi criada nos Estúdios Trama NaCena, em São Paulo, com arranjos de Marcelo Maita. Músicos como Conrado Goys (guitarra), Daniel de Paula (bateria), Paulinho da Costa (percussão) e Robinho Tavares (baixo) participaram das gravações.
O single com a nova versão da música “Corsário”, que foi apresentada por Ney Matogrosso em 1975, está programado para ser lançado em 10 de maio, Dia das Mães. Este lançamento dará continuidade ao projeto iniciado em 10 de maio de 2024, com a nova versão de “Para Lennon e McCartney”.
O álbum, inicialmente intitulado “Elis para sempre”, poderá incluir músicas como “Triste” (Antonio Carlos Jobim, 1967), “O mestre-sala dos mares” (João Bosco e Aldir Blanc, 1974) e “Gol anulado” (João Bosco e Aldir Blanc, 1967).

