Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estão avaliando as conversas entre o presidente nacional do PSD (Partido Social Democrático), Gilberto Kassab, e interlocutores do PT (Partido dos Trabalhadores) sobre a eleição paulista. Essas conversas são vistas como uma tentativa de pressionar o governador a reconsiderar a definição de sua chapa para a reeleição.
Fontes do Palácio dos Bandeirantes interpretam que, ao dialogar com setores do PT, Kassab estaria sinalizando uma capacidade de articulação alternativa no estado. Essa movimentação poderia impactar o entorno de Tarcísio, reabrindo espaço de influência na escolha do vice.
A relação entre Kassab e Tarcísio se deteriorou após a saída de Kassab do governo e a decisão de Tarcísio de manter Felício Ramuth como vice, que atualmente está no MDB (Movimento Democrático Brasileiro), fora da estrutura partidária do PSD. Kassab, por sua vez, defende que a prioridade do PSD é a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), à Presidência da República.
Na noite de segunda-feira (13), Kassab reiterou seu apoio a Tarcísio. Ele afirmou: “Tarcísio está indo muito bem e merece nosso total apoio. Já houve convite [do PT], e dissemos que não. Vamos apoiar o Tarcísio.”
Sobre Felício Ramuth, Kassab comentou que o atual vice optou por um “voo solo” ao conduzir sua movimentação política sem consultar o partido, o que resultou em seu desligamento do PSD. Tarcísio articulou a filiação de Ramuth ao MDB para viabilizar a composição da chapa à reeleição.
A saída de Kassab do governo paulista ocorreu em um contexto de desgaste na relação com Tarcísio, caracterizado por falhas de comunicação e distanciamento político. Kassab apresentou seu pedido de demissão sem uma conversa prévia com Tarcísio, tendo tentado agendar reuniões antes da decisão, mas sem sucesso.


