O presidente dos EUA, Donald Trump, estabeleceu um prazo até as 20h (horário do leste dos EUA) de terça-feira (7) para que o Irã concorde com um acordo e reabra o Estreito de Ormuz. Caso contrário, Trump afirmou que atacará instalações de infraestrutura iranianas, incluindo usinas de energia e poços de petróleo, o que poderia configurar crimes de guerra.
Trump já havia demonstrado indignação com um vídeo em que seis congressistas democratas alertavam os militares para não obedecerem a ordens ilegais. Ao ser questionado sobre a possibilidade de cometer crimes de guerra, Trump declarou que não estava preocupado com isso. “Vocês sabem qual é o crime de guerra? O crime de guerra é permitir que o Irã tenha uma arma nuclear”, afirmou a repórteres na Casa Branca.
As ameaças de Trump incluem a possibilidade de explodir todas as usinas de energia do Irã. Em uma postagem nas redes sociais, ele mencionou que “terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã”. O presidente também reiterou que “vamos atingir cada uma de suas usinas de geração de energia elétrica com muita força e provavelmente simultaneamente”.
O porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, respondeu às ameaças de Trump, afirmando que um ataque à infraestrutura civil não é permitido pelo direito internacional humanitário. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a administração sempre agirá dentro dos limites da lei.
Trump já havia cogitado ações que poderiam constituir crimes de guerra em ocasiões anteriores, como em 2015, quando defendeu o assassinato de familiares de terroristas. Em 2020, ele ameaçou atacar sítios culturais iranianos, o que também violaria o direito internacional. Recentemente, um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano em águas internacionais, levantando questões legais sobre a ação.
O Secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que as forças armadas não concederiam “nenhuma clemência, nenhuma misericórdia aos nossos inimigos”, o que também pode ser considerado ilegal sob o direito internacional. A sequência de eventos levanta preocupações sobre a moralidade das ações dos EUA no cenário mundial e a possibilidade de uma escalada no conflito com o Irã.
Trump, sem apresentar provas, afirmou que os cidadãos do Irã desejam bombardeios, acreditando que isso poderia resultar em liberdade. Seus adiamentos do prazo para o acordo com o Irã indicam apreensão em levar adiante suas ameaças, mas a situação continua a ser monitorada de perto.


