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André Mendonça defende prudência e integridade para magistrados

Amanda Rocha
Última atualização: 6 de abril de 2026 22:49
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, afirmou nesta segunda-feira (6) que um ‘bom magistrado’ deve agir com prudência, integridade e discrição. Ele destacou que a função exige um grau de recato para preservar a imagem da Justiça perante a sociedade.

“Não que sejamos imunes a erros ou equívocos, ou a situações que possam gerar incompreensão. Às vezes, estamos próximos de pessoas sem ter relação com elas, mas essa presença pode ser mal interpretada pela sociedade”, disse Mendonça durante cerimônia em que recebeu o Colar de Honra ao Mérito na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).

O ministro também enfatizou que a credibilidade do Judiciário depende da conduta dos seus integrantes. “Precisamos estar imunes a ações que comprometam, de forma consciente e voluntária, a credibilidade que a sociedade espera de um bom magistrado”, afirmou.

Ao abordar o conceito de integridade, Mendonça afirmou que isso envolve tomar decisões corretas pelos motivos certos, independentemente de reconhecimento. “Fazer o certo pelos motivos certos é agir mesmo sem reconhecimento. Por vezes, é fazer o correto e ainda ser criticado. Integridade, imparcialidade e responsabilidade são essenciais. O homem público precisa compreender o peso da sua função”, declarou.

Por fim, o ministro ressaltou a importância da imparcialidade na atuação judicial. “Imparcialidade é olhar para as pessoas de forma igualitária, considerar os interesses de maneira equânime, sem privilegiar amigos ou perseguir inimigos. Esse é um compromisso que assumo na casa do povo de São Paulo: buscar ser imparcial”, concluiu.

As declarações ocorrem em meio a críticas ao STF. Segundo pesquisa PoderData, 52% dos brasileiros classificavam o trabalho da Corte como ruim ou péssimo em março de 2026, o maior índice desde o início da série, em 2021.

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