A Arábia Saudita confirmou nesta sexta-feira (10) ataques a suas instalações de petróleo e gás, incluindo o importante Oleoduto Leste-Oeste. A informação foi divulgada pela agência de notícias estatal saudita SPA, que citou um funcionário anônimo do Ministério da Energia.
O relatório, publicado na quinta-feira (9), não detalhou a data dos ataques, mas informou que um cidadão saudita foi morto e outros sete ficaram feridos. Os ataques à infraestrutura energética do reino impactaram significativamente a produção e o transporte de petróleo, afetando mais de um milhão de barris por dia.
Os ataques ao Oleoduto Leste-Oeste resultaram na perda de “aproximadamente 700 mil barris por dia”, enquanto outros ataques à infraestrutura reduziram a capacidade em mais 600 mil barris por dia. Isso eleva o total regional de fornecimento afetado para 12,1 milhões de barris por dia, segundo Amena Bakr, analista da plataforma de inteligência e análise de dados Kpler.
As nações do Golfo têm se mantido discretas sobre a extensão dos danos causados aos seus complexos de produção de petróleo e gás pelos ataques iranianos. Bakr destacou que o Oleoduto Leste-Oeste “tem sido fundamental para contornar” o Estreito de Ormuz, que está bloqueado, e não há sinais de melhora no fluxo através de Ormuz.
A instalação de Abqaiq da Saudi Aramco, localizada no leste da Arábia Saudita, é a maior planta de estabilização de petróleo bruto do mundo, fornecendo cerca de 5% do suprimento global de petróleo. Essa instalação é um ponto de partida para o Oleoduto Leste-Oeste, que se estende por 1.200 quilômetros e é um dos dois na região que contornam o Estreito de Ormuz, onde a guerra no Irã causou interrupções significativas no comércio.
A CNN entrou em contato com a Saudi Aramco para obter um posicionamento sobre os ataques.

