A guerra entre EUA e Israel contra o Irã trouxe à tona um arsenal de armamentos modernos e destrutivos. Diversos países, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait e Omã, foram impactados pelo conflito. Diferentes tecnologias militares se destacaram no campo de batalha.
Entre as principais armas utilizadas, destaca-se a GBU-72, conhecida como ‘bomba antibunker’. Com um peso de 2.300 kg, essa bomba é projetada para atingir instalações subterrâneas, como bunkers militares. Ao ser lançada, ela penetra no solo e explode apenas ao alcançar o alvo, concentrando o impacto e reduzindo danos ao redor. A GBU-72 utiliza um kit de orientação chamado Joint Direct Attack Munition (JDAM), que a torna uma munição guiada de precisão.
Outro armamento importante é o bombardeiro B-52, que pode transportar até 32 toneladas de armamentos, incluindo bombas e mísseis. Fabricado pela Boeing, o B-52 tem um alcance de mais de 14 mil quilômetros sem reabastecimento. Este bombardeiro, que se tornou um símbolo da Guerra Fria, foi um dos últimos a entrar no conflito, indicando que as defesas aéreas do Irã estavam enfraquecidas.
As munições de fragmentação, utilizadas pelo Irã em ataques a Israel, são projetadas para liberar várias submunições sobre uma área ampla. Essas pequenas bombas podem permanecer ativas no solo, funcionando como minas terrestres, o que representa um risco mesmo anos após o fim dos conflitos.
O drone Shahed-136, um dos primeiros armamentos a serem utilizados nesta guerra, se destacou por ser barato e de fácil produção. Com 3,5 metros de comprimento, ele pode ser lançado rapidamente e atingir alvos como data centers e infraestrutura energética. Em duas semanas de ataques, mais de mil drones desse tipo foram lançados pelo Irã, utilizando uma estratégia de saturação das defesas aéreas.
O custo de um drone Shahed varia entre US$ 20 mil e US$ 50 mil, enquanto o disparo de um míssil de defesa aérea para derrubá-los pode custar entre US$ 1,3 milhão e US$ 4 milhões. Isso significa que o custo de um único míssil de defesa é suficiente para financiar ao menos 115 drones de ataque iranianos.


