A tripulação da Artemis II, composta pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, chegará à Lua na noite desta segunda-feira, 6 de abril de 2026. Este momento marca o sexto dia de viagem e é um dos mais aguardados da missão.
Os astronautas não pousarão no satélite, mas contornarão o lado oculto da Lua a uma distância de 6.400 a 9.600 quilômetros da superfície. Segundo a Nasa, eles dedicarão a maior parte do dia a tirar fotos e gravar vídeos da Lua, tornando-se os primeiros a ver algumas partes dela com seus próprios olhos.
““Momentos tensos”: astronautas da Artemis II falam direto do espaço.”
Além de observar a extremidade lunar de forma inédita, a tripulação também deve estabelecer um novo recorde de distância percorrida a partir da Terra. O recorde atual é de 248.655 milhas, estabelecido em 1970 durante a Apollo 13. A previsão é que a espaçonave Orion atinja 252.760 milhas da Terra, cerca de 4.105 milhas a mais do que o recorde anterior.
Quando a tripulação atingir esse feito, os astronautas iniciarão um período de aproximadamente sete horas de observação da Lua, alternando-se em duplas devido ao espaço limitado nas janelas da cápsula Orion. Durante o trajeto, a nave deve perder temporariamente a comunicação com a Terra por cerca de 40 minutos.
““Não há nenhum perigo, a espaçonave não vai desaparecer e sair em outra galáxia ou dimensão. É algo totalmente esperado e calculado pela Nasa”, disse Pedro Pallota, especialista em astronáutica.”
O “apagão” de comunicação ocorrerá quando a Orion passar por trás da Lua, bloqueando as ondas de rádio. Este evento deve acontecer por volta das 19h47, no horário de Brasília. O ponto de maior aproximação da Lua está previsto para às 20h02, quando a tripulação também atingirá sua maior distância da Terra.
Entre 21h38 e 22h35, ocorrerá um fenômeno em que a Lua bloqueará a luz do Sol vista da nave. O período de observação se encerrará às 22h20, quando os astronautas começarão a enviar imagens e dados coletados para análise das equipes científicas na Nasa na Terra.
De acordo com a agência, os registros trarão informações inéditas da extremidade lunar e contribuirão para a exploração da Lua no futuro, além de dar suporte aos astronautas no pouso da espaçonave no satélite, que deve ocorrer em 2028, na missão Artemis IV.
““Vai ser como se você tivesse uma bola de basquete esticada na frente de você”, afirmou Pallota sobre a visão impressionante que os astronautas terão ao passar pelo lado oculto.”
A missão Artemis II é parte do programa Artemis, que visa retornar humanos à Lua após mais de 50 anos da última visita.

