A tripulação da Artemis II se comunicou com a imprensa diretamente do espaço pela primeira vez. Os astronautas Reid Wiseman, Victor J. Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen expressaram sua animação e o intenso trabalho realizado desde o lançamento.
O comandante da missão, Reid Wiseman, mencionou um momento “bem tenso” durante a queima de injeção translunar, que ocorreu por volta de 20h49 do dia 2 de abril. Essa queima é a última grande ignição dos motores da missão, impulsionando o foguete em direção à Lua. Wiseman não detalhou o motivo da tensão, mas refletiu sobre a magnitude da viagem.
““Fazia muito tempo que não voltávamos para cá. E preciso dizer para você, não tem nada normal sobre isso. Enviar quatro humanos 250,000 milhas para longe é um esforço hercúleo. E só agora nós estamos entendendo a gravidade disso”, disse Reid Wiseman.”
O centro de controle da missão em Houston confirmou que a queima do combustível foi bem-sucedida, permitindo que o restante da missão lunar prossiga conforme o planejado, incluindo o retorno à Terra e o pouso no mar no décimo dia da missão.
A espaçonave agora se dirige à órbita lunar. Embora os astronautas não pousem no satélite, eles contornarão o lado oculto da Lua antes de retornar. A missão Artemis II marca o retorno humano à órbita lunar após mais de 50 anos.
A missão tem duração estimada de dez dias e seguirá uma trajetória em forma de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. Após duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave será impulsionada em direção ao satélite natural em uma trajetória de livre retorno, utilizando a gravidade lunar para garantir o caminho de volta.
No primeiro dia em órbita terrestre alta, a tripulação realizou extensas verificações de sistemas, incluindo testes dos sistemas de suporte à vida, propulsão, navegação e comunicação da Orion, para garantir que a espaçonave estivesse pronta para o espaço profundo.
No ponto de maior aproximação, os astronautas poderão observar a Lua em um tamanho aparente semelhante ao de uma bola de basquete vista à distância de um braço. O principal objetivo da missão é testar, pela primeira vez com humanos a bordo, os sistemas da espaçonave Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera terrestre.


