A missão Artemis II está prestes a concluir sua jornada, com os astronautas programados para retornar à Terra nesta sexta-feira (10) à noite.
Nesta quinta-feira (9), a equipe fez um primeiro balanço da viagem à Lua. O astronauta Victor Glover comentou sobre a importância da missão: “Ainda nem comecei a processar tudo que passamos e ainda temos dois dias pela frente. Estar a bordo de uma bola de fogo na entrada de volta à atmosfera terrestre também é algo muito profundo”.
O comandante Reid Wiseman destacou um momento marcante: “Foi um grande presente. Ainda temos muito o que refletir e só então teremos a dimensão de tudo que passamos”.
Agora, os astronautas concentram esforços na preparação da nave para a reentrada, considerada o segundo momento mais crítico da missão, atrás apenas do lançamento. Isso se torna ainda mais relevante após danos no escudo térmico da cápsula durante a missão Artemis I, em 2022.
Os engenheiros da Nasa ajustaram o ângulo de reentrada para limitar a exposição da nave a temperaturas extremas por apenas 1,5 minuto. A cápsula Orion entrará na atmosfera a uma velocidade de 38 mil km/h, enfrentando temperaturas externas que podem atingir 2.800ºC devido ao atrito.
O astrofísico da Universidade do Texas, Marc Hairston, assegurou que o escudo térmico deve ser eficaz: “A Nasa é muito conservadora. Nunca mandaria pessoas para o espaço se não tivesse certeza absoluta de que o escudo térmico funcionaria”.
A astronauta Christina Koch expressou saudade dos companheiros de missão: “Vou sentir falta da camaradagem, de ter um propósito em comum, trabalhar duro nisso todos os dias a centenas de milhares de quilômetros de distância com uma equipe em terra. É um pacote com alguns sacrifícios e riscos, mas tudo vale a pena”.
O canadense Jeremy Hansen refletiu sobre as lições da viagem: “Vivemos em um planeta frágil no vazio e no nada do espaço. Temos muita sorte de viver na Terra. Nosso propósito no planeta, como humanos, é encontrar alegria e criar soluções juntos para levantar uns aos outros, não para destruir. E quando vemos a Terra de longe, é como se víssemos uma prova viva disso”.


