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Ataque de Israel no Líbano resulta em dois mortos após prorrogação de cessar-fogo

Amanda Rocha
Última atualização: 24 de abril de 2026 11:19
Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Um ataque das forças de Israel na cidade de Touline, no sul do Líbano, resultou em dois mortos nesta segunda-feira, 24, conforme informou o Ministério da Saúde libanês. O ataque ocorreu após o anúncio da prorrogação de um cessar-fogo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano, que expiraria no domingo, por mais três semanas. O anúncio foi feito após uma reunião na Casa Branca com representantes libaneses e israelenses.

““Aguardo, em um futuro próximo, receber o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun. Foi uma grande honra participar desta reunião histórica!””

Ali Fayyad, parlamentar e fundador do partido Hezbollah, afirmou que um cessar-fogo “não tem sentido” se os ataques israelenses continuarem. Na quarta-feira, pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio, incluindo uma jornalista, mesmo com o cessar-fogo em vigor.

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio no início de março, quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em apoio a Teerã. As forças israelenses responderam com ataques em larga escala em todo o território libanês e com uma invasão ao sul do país.

A repórter Amal Khalil, de 42 anos, foi morta na quarta-feira após um ataque aéreo atingir a casa onde ela estava abrigada com a fotojornalista Zeinab Faraj, que ficou ferida, na cidade de Tayri, no sul do Líbano. O Exército israelense reconheceu que seus ataques atingiram as duas profissionais, mas negou ter jornalistas como alvo.

Em resposta aos ataques recentes, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou Israel de cometer crimes de guerra.

““Alvejar jornalistas e obstruir o acesso das equipes de resgate a eles, e depois voltar a atacar essas equipes após sua chegada, constitui crimes de guerra”,”

escreveu o premiê libanês no X, acrescentando que os ataques israelenses contra profissionais de mídia deixaram de ser “incidentes isolados” e passaram a ser “um método estabelecido que condenamos”.

Mais de 2.400 pessoas foram mortas no Líbano desde que Israel lançou sua ofensiva e subsequente invasão ao sul do país. Israel ocupa uma faixa de território na fronteira, onde suas tropas permanecem em uma “faixa de segurança” de até 10 quilômetros dentro do território libanês.

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