Um ataque a tiros no complexo arqueológico de Teotihuacan, no México, resultou na morte de uma mulher e deixou treze pessoas feridas. O incidente ocorreu na segunda-feira, 20 de abril de 2026, e foi classificado como um atentado planejado pelo procurador-geral do estado, José Luis Cervantes, em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 21.
O procurador confirmou que o agressor, um mexicano que cometeu suicídio após o ataque, não agiu de forma espontânea. Ele havia visitado o sítio arqueológico várias vezes antes do incidente e se hospedou em hotéis próximos para planejar o ataque. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, destacou a necessidade de um controle mais rigoroso de armas e reforço na segurança dos locais turísticos.
“Precisamos de mais segurança para garantir que ninguém possa entrar em um sítio arqueológico, um local turístico, com uma arma de fogo”, afirmou Sheinbaum. O ataque ocorreu nas proximidades da Pirâmide da Lua, uma das estruturas mais visitadas do complexo, que é Patrimônio Mundial da UNESCO.
O Gabinete de Segurança do México informou que o agressor disparou várias vezes antes de se suicidar. Entre os feridos estão cidadãos da Colômbia, Canadá e Rússia. O Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) está colaborando com as investigações e disponibilizou o local para as autoridades.
A Secretaria de Cultura também está acompanhando o caso e prestando assistência às famílias afetadas. As circunstâncias e a motivação do ataque ainda não foram esclarecidas. No local, foram apreendidos uma arma de fogo, uma arma branca e munições.
Teotihuacan, localizada a cerca de 50 quilômetros da capital mexicana, foi uma das maiores cidades da Mesoamérica entre os séculos II a.C. e VII d.C. Atualmente, é um dos destinos turísticos mais visitados do país, recebendo milhões de visitantes anualmente.


