O hábito de praticar atividades físicas intensas apenas aos sábados e domingos, conhecido como ‘atleta de fim de semana’, pode ser prejudicial à saúde. Estudos publicados no British Journal of Sports Medicine indicam que indivíduos que se exercitam de forma esporádica e intensa têm até duas vezes mais risco de sofrer lesões musculares e articulares em comparação àqueles que mantêm uma rotina regular de treinos.
As diretrizes do ACSM (American College of Sports Medicine) recomendam a realização de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana, além de pelo menos dois dias de fortalecimento muscular. A falta de condicionamento prévio é a principal causa do aumento de lesões. O professor de educação física Rodrigo Carpelli explica que o corpo precisa de uma base sólida para suportar grandes cargas de esforço.
“Muitas pessoas passam vários dias sem atividade e, quando praticam exercício, acabam fazendo treinos longos ou mais intensos. O ideal é preparar o corpo de forma global. O fortalecimento muscular, especialmente de pernas e core, melhora a estabilidade, protege as articulações e aumenta a resistência física”, afirma Carpelli.
A Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) destaca a importância do aquecimento antes da atividade para ativar a musculatura e a circulação. O alongamento, segundo a SBMEE, é mais eficaz após o treino, quando o corpo já está aquecido.
A regeneração das fibras musculares após o esforço físico está diretamente relacionada à alimentação. A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) considera o pescado uma das melhores fontes de proteína de alto valor biológico, rico em ômega-3, vitamina D, B12, iodo e selênio. O chef português Manuel Ramirez ressalta que a simplicidade na cozinha é essencial para uma dieta equilibrada.
“Depois de uma atividade física mais intensa, muitas pessoas preferem refeições leves e fáceis de preparar. O pescado funciona muito bem nesse tipo de prato porque combina com saladas, legumes, grãos e outras preparações simples, que formam refeições completas sem exigir muito tempo na cozinha”, afirma Ramirez.
A recuperação não se limita à alimentação; envolve também hidratação e sono de qualidade. Praticantes devem estar atentos aos sinais de alerta do corpo, como tontura, respiração descompensada, dores persistentes, fadiga extrema ou dificuldade motora. “Nesses casos, o ideal é interromper a atividade imediatamente e pedir auxílio a um profissional de educação física para uma avaliação inicial. Caso os sintomas persistam ou se agravem, é importante procurar ajuda médica especializada”, conclui Carpelli.


