Um avião monomotor caiu sobre um restaurante em Capão da Canoa, no litoral do Rio Grande do Sul, no dia 6 de abril de 2026. A aeronave não possuía caixa-preta, conforme confirmou o delegado Marco Swirski.
Todas as quatro pessoas a bordo morreram. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e identificar possíveis responsabilidades. Como não há sobreviventes, a investigação incluirá depoimentos de familiares das vítimas, testemunhas e pessoas ligadas à empresa proprietária do avião.
“No momento, a prioridade é a apuração técnica do evento, que vai indicar qual causa, ou causas, que levou ao acidente. Assim, somente com os laudos e análises concluídos será possível avaliar eventuais responsabilidades penais”, explicou Swirski.
A Aeronáutica também está conduzindo uma investigação técnica. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) está analisando fatores humanos, materiais e operacionais que possam ter contribuído para a queda do monomotor. “Tem caráter preventivo e não punitivo. Descobrir as causas para que o acidente não volte a acontecer”, esclareceu o coronel da reserva da Brigada Militar, Vanius Cesar Santarosa.
Investigadores do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, com sede em Canoas, foram acionados. Eles estão analisando os destroços do avião recuperados dos escombros. Um relatório preliminar deve ser divulgado em 30 dias, mas a conclusão dos trabalhos não tem prazo definido.
Fontes indicam que a aeronave decolou da cabeceira da pista com vento de cauda, o que pode ter impedido que atingisse a velocidade ideal para uma decolagem segura. A aeronave de matrícula PS-RBK estava em “situação normal” de aeronavegabilidade, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Fabricada em 1999, a aeronave tinha seis assentos e peso máximo de 1.970 quilos para decolagem.
O avião decolou de Itápolis, em São Paulo, e fez uma escala em Forquilhinha, em Santa Catarina, para abastecimento. O voo era uma demonstração da aeronave para potenciais compradores, sendo a primeira vez do casal de empresários no modelo Piper Jetprop DLX.
As vítimas foram identificadas como os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o sócio da empresa de aviação Renan Saes e o piloto Nelio Pessanha. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul liberou os corpos, e os velórios ocorreram entre a noite de 4 de abril e a manhã de 5 de abril em Capão da Canoa (RS), Itápolis (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ).
“”Eles partiram juntos porque o amor deles era forte e verdadeiro”, disse a amiga do casal, Fernanda de Matos.”


