No dia 14 de abril de 2026, o bloqueio imposto pelos Estados Unidos a navios que fazem escalas em portos iranianos teve impacto limitado no tráfego pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio de petróleo.
Dados de navegação indicam que ao menos oito embarcações cruzaram a passagem, incluindo três petroleiros ligados ao Irã. A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump no dia 12 de abril, após o fracasso de negociações com Teerã em Islamabad.
Apesar da nova restrição, o fluxo de navios já vinha reduzido desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que começou no fim de fevereiro, e permanece muito abaixo dos níveis habituais, que superavam 130 travessias diárias. Segundo o Comando Central dos EUA, nenhuma embarcação conseguiu ultrapassar o bloqueio nas primeiras 24 horas.
Seis navios foram obrigados a retornar a portos iranianos após abordagem das forças americanas. No entanto, algumas embarcações seguiram viagem, especialmente aquelas sem destino ao território iraniano, como o petroleiro Peace Gulf, que transporta nafta iraniana para o porto de Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos.
Outras cinco embarcações navegaram pelo estreito desde o início do bloqueio, incluindo dois navios-tanque de produtos químicos e gás, dois navios graneleiros e o navio cargueiro Ocean Energy, que atracou no porto iraniano de Bandar Abbas.
A ofensiva americana aumentou a incerteza no setor de transporte marítimo e energia. Empresas de navegação e seguradoras permanecem em alerta, com custos elevados para cobertura de risco de guerra, que são revisados a cada 48 horas e somam centenas de milhares de dólares semanais por embarcação.
““O retorno à ‘normalidade’ no Oriente Médio parece agora mais distante do que há uma semana, especialmente considerando que a Marinha dos EUA iniciou um bloqueio”, afirmou a corretora naval BRS em um relatório.”
O Ministério das Relações Exteriores da China classificou o bloqueio como “perigoso e irresponsável”, afirmando que a medida pode agravar ainda mais as tensões na região. Apesar de o fluxo não ter sido interrompido totalmente, a expectativa no setor é de novas restrições.


