O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou na segunda-feira, 20 de abril de 2026, a assinatura de declarações conjuntas de intenção com a Alemanha para aportes de até R$ 4,1 bilhões (EUR 700 milhões) em financiamento a projetos verdes no Brasil.
Os acordos foram firmados durante a Feira de Hannover, envolvendo o BNDES, os ministérios de Meio Ambiente e Mudança do Clima e das Relações Exteriores do Brasil, além do banco alemão de desenvolvimento Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) e o Ministério Federal da Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ).
Uma das declarações estabelece a intenção de investir até R$ 2,94 bilhões (EUR 500 milhões) no Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima). Essa iniciativa é parte de uma colaboração entre o Ministério do Meio Ambiente, KfW, Agence Française de Développement (AFD), Cassa Depositi e Prestiti S.p.A. (CDP) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
A segunda declaração foi assinada entre KfW, BMZ e o Ministério das Relações Exteriores, visando a cooperação entre Brasil e Alemanha no setor de mobilidade. Essa Declaração Conjunta de Intenção (Joint Declaration of Intent – JDI) busca mobilizar R$ 1,17 bilhão (EUR 200 milhões) para financiar e implementar soluções de transporte sustentável, tecnologias inovadoras e promover sistemas de mobilidade mais verdes e eficientes.
““Iniciativas inovadoras como o aporte de parceiros estrangeiros no Fundo Clima reiteram nossa visão de um desenvolvimento inclusivo e atento à transição ecológica global. E o BNDES pode desempenhar um papel fundamental nessa parceria“, declarou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.”
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Ribeiro Capobianco, destacou que o investimento do governo alemão no Fundo Clima “é mais uma demonstração de credibilidade nos investimentos que o Brasil vem realizando no Plano de Transformação Ecológica”.
Capobianco também mencionou que, nos últimos três anos, os investimentos anuais passaram de R$ 500 milhões entre 2009 e 2023 para R$ 27 bilhões em 2026, com foco em áreas como adensamento tecnológico, bioeconomia, transição energética, economia circular e infraestrutura resiliente.

