O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), realizou um balanço de sua gestão durante uma entrevista. Ele abordou investimentos em infraestrutura, a crise no abastecimento de água e os desafios do transporte público.
Bocalom, que deixará a prefeitura para concorrer ao governo do estado nas Eleições 2026, afirmou que a administração será continuada pelo vice-prefeito, Alysson Bestene. Ele formalizou sua renúncia ao cargo em carta enviada à Câmara de Vereadores de Rio Branco, com efeitos a partir de 3 de abril de 2026.
“”Dou dez para nossa gestão porque fizemos muito mais do que outras gestões. Diziam que a prefeitura não tinha dinheiro para terminar os serviços. Nossa gestão mostrou que quando se cuida bem do dinheiro se faz de tudo. Compramos máquinas, investimos no serviço de água e esgoto, construímos creches, reformamos mercado. Não fizemos tudo, mas nem Deus faz tudo que a gente quer”, disse Bocalom.”
Sobre o saneamento básico, Bocalom questionou dados do Instituto Trata Brasil, que indicam que Rio Branco investiu apenas R$ 8,99 por habitante, valor considerado insuficiente. Ele afirmou que os números são antigos e que a cidade está avançando no tratamento de esgoto.
O sistema de abastecimento de água da capital enfrentou problemas, incluindo colapsos em algumas ocasiões. A cidade é atendida por duas estações de tratamento de água, com a ETA I responsável por 40% do abastecimento. Em 2025, o governo federal anunciou o envio de R$ 9,5 milhões para aquisição de bombas após colapsos nas estações.
“”Há 23 anos não se comprava uma bomba, nos compramos mais de 20 bombas. Estamos cuidando agora das estações de tratamento que caíram. Como esse ano foi totalmente atípico, quando o rio já começou a subir em dezembro. E o que foi que aconteceu? Muita areia na água e aí evidentemente que cai a produção de água limpa”, defendeu o prefeito.”
O transporte público de Rio Branco também enfrenta instabilidades. Desde fevereiro de 2022, a operação é feita pela Empresa Ricco Transportes e Turismo, que assumiu 31 das 42 linhas. A Prefeitura lançou um edital para a nova licitação do transporte coletivo, com valor estimado em mais de R$ 1 bilhão.
“”Demorou porque tinha que demorar. Iniciamos um processo ainda dentro a Lei 8.666/93 e aí a lei mudou. A gente lançou o edital naquela época, quando muda a lei federal, nos tivemos que mudar também aqui o novo edital dentro da nova legislação federal e também dentro da nova legislação municipal”, justificou Bocalom.”
Tião Bocalom, de 72 anos, já foi prefeito de Acrelândia e foi eleito prefeito de Rio Branco em 2020, sendo reeleito em 2024. Recentemente, ele se filiou ao PSDB.

