O grupo extremista Boko Haram ameaçou executar mais de 400 reféns, incluindo mulheres e crianças, nas próximas 72 horas, caso o governo nigeriano não pague um resgate de mais de R$ 18,5 milhões.
Em um vídeo enviado à mídia local, homens armados e encapuzados afirmam que, se o pagamento não for realizado, as vítimas “nunca mais serão vistas”. A gravação foi confirmada pelo jornal britânico The Telegraph, mas não há informações sobre a presença dos reféns nas imagens.
O porta-voz do grupo anunciou que o ultimato de três dias é a “primeira e última mensagem”. Um integrante do Boko Haram reforçou: “Se nossas exigências não forem atendidas, transferiremos essas vítimas para outros locais”. Ele completou: “Ordenamos-lhes, em nome de Alá, que não ultrapassem o tempo estipulado”.
Até o momento, não houve manifestação oficial do governo nigeriano sobre a ameaça. O Boko Haram ganhou notoriedade mundial em 2014, ao sequestrar quase 300 estudantes da Escola Secundária de Chibok, no estado de Borno.
No vídeo, o porta-voz declarou: “Somos Jama’atu Ahlis-Sunna Lidwatu Wal-Jihad, sob liderança do Imam Abu. Hoje, 19 de abril de 2026, enviamos uma nova mensagem à Aliança da Juventude do Sul de Born e ao governo nigeriano, que não é o nosso governo. Esta é a nossa primeira e última mensagem. Damos-lhes 72 horas. Se não atenderem às nossas exigências, distribuiremos as mulheres e as crianças por diferentes locais. Todas elas. Vocês tomaram a vossa decisão e nós a nossa. Ordenamos-vos, em nome de Alá, que respeitem o prazo”.
O vídeo não detalhava as exigências, mas, segundo o jornal local Daily Post, a ONG BOSYA foi informada durante negociações de que o valor do resgate é de 5 bilhões de nairas, cerca de R$ 18,5 milhões.
A organização Aliança da Juventude do Sul de Born, em comunicado no Facebook, afirmou: “Esta é uma crise humanitária que exige ação imediata, compaixão e união”. O Boko Haram busca derrubar o Estado nigeriano e impor uma lei islâmica rígida, promovendo ataques e atentados no nordeste do país há duas décadas, com alvos frequentes em escolas. Seu nome popular, Boko Haram, significa aproximadamente “a educação ocidental é proibida”.


