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Bolsa de couro feita com colágeno de dinossauro é exibida em Amsterdã

Amanda Rocha
Última atualização: 3 de abril de 2026 15:49
Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Na quinta-feira (2), cientistas e designers revelaram uma bolsa feita com colágeno derivado de fósseis de dinossauros da espécie Tyrannosaurus rex. O produto está em exibição no museu Art Zoo, em Amsterdã, até 11 de maio.

A bolsa, de cor verde-azulada, será leiloada após a exposição, com um preço inicial estimado em mais de meio milhão de dólares. O material foi desenvolvido a partir de fragmentos de proteínas extraídos de restos de dinossauros, que foram inseridos em células de um animal não identificado para produzir colágeno, que foi transformado em couro.

“Houve muitos desafios técnicos”, afirmou Thomas Mitchell, CEO da The Organoid Company, uma das três empresas envolvidas no projeto. A Organoid e a agência criativa VML já haviam colaborado anteriormente na criação de uma almôndega gigante em 2023, combinando DNA de um mamute-lanoso com células de ovelha.

Che Connon, CEO da Lab-Grown Leather Ltd., que trabalhou na produção do couro, destacou que a origem no T. rex conferiu ao produto um “impacto” extra. “Não se trata apenas de uma alternativa ecológica ao couro, é uma atualização tecnológica”, disse Connon.

Entretanto, alguns cientistas expressaram ceticismo em relação ao termo “couro de T. rex”. A paleontóloga Melanie During, da Vrije Universiteit Amsterdam, afirmou que o colágeno pode persistir em ossos de dinossauros apenas como vestígios fragmentados, não sendo suficiente para recriar pele ou couro.

Thomas R. Holtz Jr., paleontólogo da Universidade de Maryland, corroborou que o colágeno identificado em fósseis de T. rex vem do interior dos ossos e não da pele. Ele ressaltou que mesmo proteínas correspondentes não teriam a organização de fibras que conferem ao couro animal suas propriedades características.

“Eu diria que, quando se faz algo novo pela primeira vez, sempre há críticas”, respondeu Mitchell. “E acho que somos realmente gratos por essas críticas. Elas são a base da exploração científica… Acho que isso é o mais próximo que alguém já chegou — e provavelmente chegará — de criar algo que seja de T. rex.”

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