As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta sexta-feira, 24 de abril de 2026, sem direção única. O aumento da cautela dos investidores foi refletido na escalada do petróleo e na falta de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
As ações de tecnologia perderam fôlego ao longo do pregão, em um ambiente de maior aversão a risco. O impasse geopolítico manteve os preços da energia elevados, reforçando temores inflacionários e limitando o apetite por risco.
As negociações paralisadas entre Washington e Teerã seguem sem avanço. O anúncio de prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano recebeu apenas apoio limitado. O barril do Brent operava próximo de US$ 100, com o contrato mais negociado para julho em torno de US$ 99, enquanto o contrato para junho havia fechado a US$ 105,07 na véspera, em meio às tensões no Estreito de Ormuz.
O bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos e os recentes ataques a embarcações na região ampliaram a percepção de risco nos mercados, segundo a agência Associated Press. Na Ásia, o desempenho foi heterogêneo.
O índice Nikkei 225, do Japão, subiu cerca de 1% e voltou a se aproximar de máximas históricas, impulsionado por ações de tecnologia. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou cerca de 0,2%, revertendo perdas iniciais.
Na China continental, o índice de Xangai recuou entre 0,1% e 0,3%, enquanto o Shenzhen caiu até 0,6%. Na Coreia do Sul, o Kospi fechou praticamente estável, e o índice australiano S&P/ASX 200 registrou leve queda. Em Taiwan, o Taiex teve alta superior a 3%, puxado pela valorização da fabricante de chips TSMC, que chegou a subir mais de 5%.
O ambiente de cautela também foi influenciado por dados de inflação no Japão. O índice de preços ao consumidor avançou 1,8% em março na comparação anual, acima dos 1,6% registrados em fevereiro, mas ainda abaixo da meta de 2% do Banco do Japão.
Os mercados seguem divididos entre dois vetores: resultados corporativos robustos, que sustentaram recordes recentes em Wall Street, e a persistência das tensões no Oriente Médio, que aumentam a incerteza sobre inflação e crescimento.
Na véspera, os principais índices americanos recuaram, interrompendo uma sequência de máximas históricas. O S&P 500 caiu 0,4%, o Dow Jones recuou na mesma magnitude e o Nasdaq perdeu 0,9%, pressionado por ações de tecnologia.

