O Botafogo entrou com uma ação judicial contra o Lyon na última sexta-feira, dia 3 de abril de 2026, para cobrar dívidas que superam R$ 745 milhões.
Desde a incorporação da SAF em 2022, o Botafogo faz parte do Grupo Eagle, liderado por John Textor, que adota um modelo colaborativo de gestão financeira e de atletas. Esse modelo colaborativo levou o clube carioca a conquistar títulos importantes, como a Libertadores e o Campeonato Brasileiro de 2024.
A colaboração entre os clubes da holding também beneficiou o Lyon, que, sob a direção de John Textor, conseguiu se afastar da zona de rebaixamento e se classificar para a Liga Europa após uma janela de transferências.
Segundo o comunicado do Botafogo, o clube brasileiro fez aportes financeiros que ultrapassam R$ 745 milhões em forma de empréstimos após a aquisição do Lyon pela Eagle Football no final de 2022. O Botafogo afirma que bancos exigem o pagamento de dívidas e ameaçam sanções.
Em meio a conflitos internos no Grupo Eagle, a nova presidente do Lyon rompeu unilateralmente o acordo de colaboração, deixando de cumprir as obrigações financeiras, segundo o Botafogo, e se recusando a pagar a dívida com os clubes.
Além do Botafogo, o Lyon deve ao RWDM Brussels, da Bélgica, um montante de 12 milhões de euros (R$ 71,4 milhões), conforme a nota divulgada pelo clube brasileiro.
““A inadimplência gerou impactos diretos na operação do Botafogo, comprometendo o planejamento financeiro e afetando a capacidade de renovação e contratação de atletas. Como consequência, o Clube foi, inclusive, alvo da aplicação de um Transferban pela FIFA no final de 2025. A partir de agora, o Botafogo realiza esse movimento de forma irreversível: A SAF adotará todas as medidas legais cabíveis para recuperar integralmente os valores devidos pelo Olympique Lyonnais e assegurar a continuidade e a solidez de seu projeto esportivo”, diz o Botafogo em nota.”


