O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou neste sábado um comunicado conjunto com México e Espanha, no qual cobra respeito à soberania de Cuba e informa que os países vão ‘intensificar’ o envio de ajuda humanitária ao país.
A nota, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, não menciona diretamente o presidente dos Estados Unidos, mas faz referência à evolução da situação em Cuba e às circunstâncias enfrentadas pelo povo cubano.
Os governos de Brasil, Espanha e México reiteram a necessidade de respeitar o direito internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, conforme consagrado na Carta das Nações Unidas.
A situação em Cuba se agravou nas últimas semanas, com uma crise energética intensa, apagões recorrentes e falta de combustível. Moradores da ilha também relatam escassez de alimentos.
O Itamaraty expressou preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instou que medidas sejam tomadas para aliviar essa situação e prevenir ações que possam agravar as condições de vida da população.
O comunicado também destaca que Brasil, México e Espanha se comprometem a intensificar a resposta humanitária coordenada para aliviar o sofrimento do povo cubano.
Recentemente, o líder cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que autoridades cubanas iniciaram negociações com o governo dos Estados Unidos. O comunicado enfatiza a necessidade de um diálogo ‘sincero, respeitoso e em conformidade com o direito internacional’ para que Cuba consiga superar a crise.
O objetivo desse diálogo deve ser encontrar uma solução duradoura para a situação atual, permitindo que o povo cubano decida seu futuro em total liberdade.
Lula, aliado histórico de Fidel Castro e crítico do embargo imposto pelos EUA a Cuba, tem se manifestado contra líderes que ameaçam outros países e se envolvem em guerras. ‘Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo’, disse Lula em um evento em Barcelona.
O presidente também criticou o Conselho de Segurança da ONU, afirmando que está paralisado e incapaz de evitar guerras, devido ao envolvimento de membros permanentes, como Estados Unidos e Rússia, em conflitos.


