Circula nas redes sociais uma informação falsa que afirma que o Brasil perdeu uma vaga na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA, sendo classificado como ‘país governado por um ditador’. Essa alegação é falsa.
A OEA não fez nenhuma declaração nesse sentido. A assessoria de imprensa da organização afirmou que a informação é ‘completamente falsa’ e lamentou a divulgação de publicações enganosas. O Brasil, na verdade, abriu mão da vaga após um acordo diplomático com o México.
O post que viralizou apresenta uma imagem gerada por inteligência artificial, mostrando o presidente Lula em pé, com um mapa do Brasil em chamas ao fundo e uma bandeira vermelha com o símbolo comunista. O texto do post afirma que o Brasil perdeu a vaga por 23 votos a 3 e que a OEA o classificou como ‘liderado por um ditador’. No entanto, isso não é verdade.
O Brasil não ‘perdeu a vaga’, mas decidiu não prosseguir com a candidatura ao posto. Essa decisão foi anunciada em julho de 2025, em um contexto de tensões diplomáticas, após os Estados Unidos anunciarem tarifas sobre produtos brasileiros.
O candidato brasileiro, Fábio de Sá e Silva, havia empatado com o mexicano José Luis Caballero Ochoa, e a votação foi adiada para 11 de julho de 2025. Na nova rodada, o Brasil pediu que os demais países votassem em Ochoa para evitar um impasse.
O resultado final da votação foi de 23 votos para Ochoa e três para Sá e Silva, com cinco abstenções. A OEA reiterou que não classificou o Brasil como um país governado por uma ditadura e que a disseminação de informações imprecisas prejudica os processos institucionais e os princípios democráticos.
“A Organização dos Estados Americanos (OEA) não emitiu nenhuma declaração — seja em comunicado à imprensa, no Facebook ou por qualquer outro canal — classificando o Brasil como um país governado por uma ditadura. A informação contida no panfleto é completamente falsa.”

