O Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$ 6,036 bilhões em março de 2026, superando as expectativas do mercado. O Banco Central divulgou os dados nesta sexta-feira, 24 de abril.
O déficit acumulado em 12 meses atingiu 2,71% do PIB (Produto Interno Bruto). A previsão de especialistas era de um saldo negativo de US$ 5,489 bilhões para o mês. No mesmo período do ano anterior, o déficit foi de US$ 2,930 bilhões.
No que diz respeito aos investimentos diretos, o Brasil recebeu US$ 6,037 bilhões em março, valor abaixo da projeção de US$ 7,0 bilhões. Em comparação, em março de 2025, os investimentos diretos totalizaram US$ 6,295 bilhões.
A conta de renda primária apresentou um déficit de US$ 7,384 bilhões, em comparação ao rombo de US$ 6,267 bilhões registrado no mesmo mês do ano anterior. A balança comercial, por sua vez, teve um superávit de US$ 5,620 bilhões, inferior aos US$ 7,219 bilhões do mesmo mês de 2025.
Além disso, o déficit na conta de serviços foi de US$ 4,785 bilhões, em comparação ao déficit de US$ 4,216 bilhões em março do ano passado.

